sábado, dezembro 03, 2005

Dúvidas, são as dúvidas ...

Olá amiguinhos!
Recebemos mais uma dúvida de uma cara blogueira, e eu rápidamente venho ajudá-la como posso e sei! Enviou-nos para o nosso e-mail: quatroporquarto@hotmail.com que esperamos coisinhas vossas que tenham vergonha de dizer por aqui ...

Caro amigo,
Surgiu-me uma dúvida deveras premente, a qual vi no vosso blog, a possível eminência de resposta e de consequente resolução dos meus problemas, aprazeria-me efectivamente se tivesse a amabilidade de responder a esta minha humilde, mas condicionante de uma vida normal, questão, que exponho infra:
Faço Amor com o meu tampão, será que estou grávida? Ele estava a agir de forma estranha da última vez, será que tem outra?
Agradecida pela sua enorme amabilidade. Leitora e fã Ani

A sua dúvida são as minhas dúvidas, agradeço-lhe a confiança quase cega que deposita nas minhas humildes mãos! Como deve de calcular, mas se não calcula digo-lhe eu, que não tenho o hábito de usar tampões. Realmente, houve um dia em que eu estava frente ao cacifo escolar e vejo um vulto vermelho transformando-se numa senhora que me diz: Olá! Sou a tua menstruação! Só lhe disse a mulher tá parva! És muito distraída! Então tu não vês que ... Olha, qual penso higiénico, chega logo de seguida uma Tanga Girl que me salvou! A par deste conto só mesmo quando o S.L.B. joga em casa é que tive contacto assim mais tu cá, tu lá, com a menstruação! Recorri, portanto, a várias especialistas e passo então a mostrar a conclusão desta minha procura mas adverto que a sua dúvida não está bem esclarecida pelo que lhe deixo algumas questões:

1º Por tudo o que é mais sagrado! A gravidez é um estado que só ocorre quando existe contacto de esperma com o óvulo e mesmo assim olha que ... Agora pergunto-te: O teu tampão lança algum liquido de cor branca esbatida? Se sim começa a colocar-lhe preservativo!
2º Eu sei que o Tampão gosta muito de reinar com a malta pois ele consegue avolumar-se. Mas consegue sentir a reinação? Nunca se rebentou a linha delicada que o salva de ficar entalado? Se sim o que fez?
3º Agora diga-me: Usa um diferente cada dia ou o mesmo em aplicações frequentes?
4º O facto de ele estar estranho não indica porém que tenha outro contacto, a não ser que tenha ocorrido antes de ter sido embalado. Da próxima vez procure ligar para a linha de atendimento ao cliente da marca que o confecciona a fim de saber o nome do ou da responsável que o embalou. Lembre-se que pode estar a salvar mais pessoas que compartilham a mesma relação que a menina e outros tampões.
5º Ainda em relação ao Tampão estar estranho... Ele costuma sair da vossa relação com uma cor avermelhada? Se sim esqueça o ponto número 4 é normal ele andar estranho .

P.S. Espero tê-la ajudado nesta resumido processo. Alguma dúvida não hesite, já sabe como é, não é doloroso. Mas fiquei com uma grande preocupação ao ler a sua dúvida, que gostaria que me contactasse para me sossegar o ânimo. Já experimentou outros tamanhos de coisas que penetram? Se sim ... Por acaso sente-se mais segura com este tamanho?

Beijos a cair de chic e até a uma próxima dúvida!

9 Comments:

At 04 dezembro, 2005 15:34, Blogger Filipe Gouveia de Freitas said...

Minha querida,

Parece-me que depois de tão extensa explicação nada mais resta a dizer. Agora se a menina não percebeu patavina e continua meio à nora tem duas soluções. Ou faz de imediato um check-up para verificar se não tem nenhum atraso (olhe que aconselho vivamente o tio Lobo Antunes na CUF Infante santo; além de ser escritor e vir duma família do melhorio é óptimo profissional, imagine-se!). Se preferir vá de imediato ao seu cabeleireiro (que não pode, porque não pode ser suburbano)e tire o louro todo da sua cabeça. Vai ver que fica logo muito mais esperta e muito mais gira, que o louro não podia tar mais out.
Se com isto tudo ainda não chegou lá desista- é um caso sem remédio, e como diz o povo, que até acerta imensas vezes, o que não tem remédio remediado está. Beijo, mas só um!

 
At 05 dezembro, 2005 02:00, Blogger Nada said...

Meu querido,

Obrigada pela sua preocupação, mas não é de todo necessário...a partir do momento em que a minha dúvida é esclarecida, dá-se a completa e total desnecessidade de mais comentários (que quer dizer que não era preciso).

Penso que está um bocadinho confuso com as questões colocadas neste blog...passo a explicar, não são a sério...é tudo a fingir, compreende? digo isto para seu bem, porque denotei que leva isto muito a sério, por isso compreenda que estar a sugerir um "atraso" por parte da pessoa que escreveu, revela-me, não só uma grande falta de humor, como alguma disfunção mental, mas note-se, não tanta, como se chamasse tio ao Lobo Antunes...

Cumprimentos. Mas sem beijo.

 
At 05 dezembro, 2005 05:50, Blogger andalsness said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

 
At 05 dezembro, 2005 05:54, Blogger andalsness said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

 
At 05 dezembro, 2005 06:09, Blogger andalsness said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

 
At 05 dezembro, 2005 06:15, Blogger andalsness said...

Archduke,

Being you the smart ass I suspect you to be, I figure you won’t be having much trouble if I address to you a few lines in English. I’ll keep it plainly neutral.

First things first. What’s with this nick?

Could it be related, in any sense, to Archimedes? Well, considering the legend that pictures Archimedes running gaily(that is to say, happily) naked through the streets of Syracuse shouting "Eureka, eureka!" and causing quite astir among the population, after discovering the notable theory of buoyancy while blowing bubbles in his tub I would say the nick is quite likely to be originating from him, yeah.

Now, it just crossed my mind that another strong reference could easily be the famous Archimedes' screws experiment. This model comprises two independent pieces, one of them a hollow tube into which the other can be introduced. Similarly plausible – as in very likely, yeah.

OK, let us now drop the Archimedes theory and focus on the prefix “Arch" alone.
As a noum, “arch" is a “curved shape in the vertical plane that spans an opening".
It may also be defined as a “curved bony structure supporting or enclosing organs". Extremely likely.
As an adjective, “arch" has condescension as a synonym. Pretty well likely.
As a verb, “to arch" means to “to bend". Immeasurably likely.

Furthermore, Archduke could easily be a travesty (that is to say “misspell", vide travesty) of Archdyke. I would go for that as well – Indeed likely, oh yeah.

Or could I be completely wrong in my deviant assumptions and be missing an obvious answer to this enigma that lies in a straight reading of the term? Could you be in any way related to the former ruling house of Austria? Would it happen that your family’s closet encloses a queen? A
closet queen ? Oh, gosh, most likely.

Regarding your comment (to which this answers), I must confess to have found it quite unspeakably queerly aggressive.

I’ll level with you and argue at your no-brainer ground: making fun of minorities are we now? Blonde girls happen to be part of a large minority you know? Larger than a few other discriminated minorities out there. And for the sake of truth believe me saying she is far from being blonde (in both litteral or figurative senses) or, if you like, if she was to be one she would surely be far from being as blonde as you’ve proven to be).

If I were you (God forbidden) I would make sure to get my ass down the doctors office asap (I see you know your way around CUF). Take my word for it, you need it bad. And try to get one of a mulherio family for yourself, hey? Oh, take it easy, you won’t hit the mental institution for the wrong reasons - the WHO has long reconsidered about that. Unluckly for you a retarded is still a retarded by anyone’s book - take António (not João) Lobo Antunes as a good example of that. Good news is you’ll surely get your own private room. Bad news is you won’t have that many dolls to make tea parties with.

Prejudice may be instrumentality used in writing good old fashion humour pieces isn’t it? Oh, we all had a jolly good laugh here, didn’t we?

Tell me Archie dear, does one really have to be a bitch when trying to be funny?

I know I don’t have to. I know averagely intelligent people neither. But then again, don’t get me wrong (if you’re get anything at all), I had quite a bit of fun here but by no means I intended be funny.

Tata,
Andalsness

 
At 05 dezembro, 2005 10:25, Blogger Filipe Gouveia de Freitas said...

Caros ani e andalsness,

Na verdade, nem sei por onde começar! Antes de mais, ani, as minhas gigantescas desculpas se de alguma, ainda que pequena, forma a ofendi. Acredite não era de todo em todo a minha intenção. Sinto-me profundamente envergonhado e embarassado pelo facto de ter sido interpretado desta maneira. Não quis nunca substima-la ou ofende-la. Não é esse o propósito deste blog, não são esses os meus princípios. Não há desculpas que cheguem! Ainda assim, desculpe.
Andalsness, escrevo em português uma vez que leu tão bem o meu comentário. Para começar "archduke" não poderia ter nenhuma das interpretações que lhe deu (sem ser a última) uma vez que a sua origem não é anglo-saxónica, mas greco-latina. É uma fusão do prefixo grego "arkê", que significa acima de, ou o primeiro, e da palavra latina dux, ducis, que significa chefe militar, general, mais tarde duque. Assim, significa tão só o maior dos duques. Este título foi dado pelo Papa ao imperador Frederico III de Habsburgo. As razões para a escolha do nick reservo-as para mim. Quanto ao seu comentário, parabéns, superou o meu em larga escala. Se o meu de alguma forma o chocou, acredite o seu chocou-me em dobro. Era essa a intenção? Calculo que sim. Se o irrita tanto que eu goze com as minorias, nomeadamente as loiras, então não o faça em relação à minha homossexualidade. Deixe-me dizer-lhe que desde muito cedo que a vivo sem problemas e descomplexadamente. São comentários como os seus que por vezes dificultam as coisas! De resto, asseguro-lhe, que sou uma pessoa bastante sociável e de trato fácil, dou-me com toda a gente sem problemas. Tenho preconceitos? Todos nós temos, o que importa é saber viver com eles e não magoar os outros. Infelizmente acabei por fazê-lo contra-vontade e já pedi desculpas à pessoa em questão.
Para terminar, atente: eu nunca referi o primeiro nome do Doutor Lobo Antunes, por isso não me precisa de os corrigir; não preciso de arranjar uma família do melhorio, já a tenho, cheia de pessoas bem-formadas, de resto, era uma piada; por último, rebata o que eu disse, enfureça-se, exponha as suas ideias, tal como fez, mas não me insulte. Eu não o fiz, espero que não o volte a fazer!
Para terminar se a maneira como tratei a sua amiga o chocou aprenda uma coisa sobre as pessoas: não se podem julgar as pessoas por meia dúzia de linhas que esta escreveu. Isso sim é preconceito! Quanto à minha inteligência é assunto que não pretendo discutir, mas obrigado pela preocupação em ter escrito de forma a que ela conseguisse entender o seu extenso comentário.
Sem mais deixo aos dois um beijo (ainda só um) e reitero o meu pedido de desculpas.

 
At 05 dezembro, 2005 11:07, Blogger Violeta Viole(n)ta said...

Wow ...
Isto está mto agressivo!
Eu tenho a dizer q percebo se a ani ficou de algum modo ofendida com o comment do archduke, mas eu, conhecendo-o há anos, digo q n ha razao pra tal, foi 1 brincadeira,. Feliz? Infeliz? isso n me cabe a mim dizê-lo.
Agora, acho q deu pra ver q era escrito em tom de piada, o q já n aconteceu com o comment do andalsness...
o q disseste n se diz a ng.
n se odende a familia de uma pessoa q n conheces!
n se achincalha assim uma pessoa...
e já agora, escreve em português ...
se leste tão bem os comments, e o o teu blog HORTo, esta escrito em português... acredito essa deva ser a tua lingua materna... usa-a!
e pára de vir ofender as pessoas em blogs alheios...
até oq, conhecendo a ani, tb há algunes anos, ela sabe defender-se, e fê.lo... e n foi, nem por sombras, mal educada, preconceituosa, nem brejeira...

 
At 06 dezembro, 2005 07:16, Blogger andalsness said...

Achduke,

Aqui lhe redijo umas linhas na língua lusa almejando que entenda (to full extent) a mensagem.
Espero, então, discursar de forma inteligível.

Antes de mais, três breves notas preambulares.

A primeira para agradecer-lhe a elucidação quando à origem etimológica do termo “archduke” (é, de facto, um composto erudito híbrido). Não obstante, afirmar que o seu nickname não poderia ser uma cognata da composição (interpretações, como lhes chama) dos prefixos sugeridos e do radical “duke” (por justaposição de “arch” ou por aglutinação de “archimedes”) parece-me um pouco pretensioso, seja pela absolutamente óbvia natureza especulativa da minha exposição ou por constituir o universo de nicknames um manifesto paraíso da neologia. Ainda assim, folgo em saber que não resultou do erro ortográfico (ou tipográfico) sugerido.

No que concerne à sua indignação quanto à menção à família, note que não falava da sua. Na primeira referência, o texto aconselhava-o a arranjar um psiquiatra de uma família do “mulherio”. Na segunda, apenas questionava se pertencia a uma família real. Ambas com os respectivos trocadilhos, claro está. Uma leitura mais atenta do texto permitir-lhe-á compreendê-lo.

Por fim, no que respeita aos Antunes Bros, note que não o corrigi, apenas expressei a minha opinião pessoal: o Toni é psiquiatra e o psiquiatra é Toni.

Ao que interessa.
Serviu o meu pequeno exercício o propósito de sublinhar ser demasiado fácil fazer humor fácil. Esperava que reagisse como (felizmente) o fez.

Que urge ter cuidado na utilização instrumental do preconceito no humor.

Esse mesmo cuidado que afirma ser necessário ter para não magoar os outros. Suspeito, porém, que o senso comum dite que a sugestão do atraso mental de um indivíduo do género feminino, que exiba cabelo loiro, não constitua manifestação máxima de tal sensibilidade.
Ou, se calhar, dir-me-á ser correligionário dos que não crêem que possa existir loiras que não vivam a sua condição capilar de modo descomplexado.

Sabe, o exercício de lógica circular que ensaia em “Se o irrita tanto que eu goze com as minorias, nomeadamente as loiras, então não o faça em relação à minha homossexualidade.” é exactamente a fórmula que intentei utilizar para lhe mostrar que, a verificar-se válida a implicação inversa (como constato), deveria mostrar mais tacto nas suas abordagens humorísticas. Ora que quando lhe toca a história é outra. Ou, se quiser, em jeito de medley de palavras do tal povo que até acerta imensas vezes: ora que pela boca morre o peixe, que tendo aquários de vidro, não gosta que lhe façam o que a outros faz. Dura vox populi sed vox populi.

Em suma, que não é necessário ser prosaico para ser baixo. Ou magoar. Que a forma não justifica - menos despenaliza; o conteúdo e que, neste, ética e estética deverão ser concorrentes.

Hasta,
Andalsness

 

Enviar um comentário

<< Home